Jovens têm dúvidas sobre escolha da profissão

Sete milhões e setecentos mil estudantes fazem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em média anualmente. É nesse momento que esses jovens têm que decidir a carreira que vão seguir. Por isso, a Sala de Emprego dessa segunda-feira (19) dá dicas para escolher a profissão.

Muitos jovens estão se preparando para o Enem, mas ainda estão em dúvida em relação à profissão. “Muitos estão tentados a ir para essas novas áreas que temos agora, como design de games, áreas mais criativas, ter logo a sua startup, ter logo a sua empresa. Mas na hora de decidir o curso, as escolhas tradicionais, de engenharia, direito e medicina, acabam predominando”, afirma Edimilson Motta, professor e coordenador de cursinho.
Juliana Nascimento é gerente de desenvolvimento de uma das maiores agências de recrutamento do país, por onde passam 1,5 milhão de candidatos por ano. A maioria são jovens que ainda estão na faculdade ou que acabaram de se formar: “Existe a pressão da família e existe toda uma questão emocional ligada: eu quero ter a mesma profissão dos meus pais”.

O que levar em conta na escolha da profissão:
– A opinião da família deve ser levada em conta, assim como o desejo de seguir a mesma profissão dos pais.
– O jovem também deve seguir profissões que tenham a ver com atividades que ele gosta de fazer.
– É importante saber como o profissional que ele quer se tornar trabalha, quantas horas, e quanto tempo pode levar para alcançar o sucesso.
“O que o jovem não faz é entender o que tem por trás daquela profissão. Tem que perguntar para um médico quantas horas ele trabalha, como o dia dele é composto, de atividades, de rotina. Ele precisa entender o que é ser um médico, um jornalista, um arquiteto”, orienta Juliana.
Concorrência
De acordo com os números da Fuvest, que seleciona os estudante da Universidade de São Paulo, os cursos mais concorridos no último vestibular foram: medicina, com 55 candidatos por vaga; psicologia, com quase 41 candidatos por vaga, e engenharia civil, com 40 candidatos por vaga.
Os cursos que tiveram o maior número de inscritos foram: medicina, com 16.232 candidatos, engenharia, com 11.495 estudantes, e direito, com 10.233 candidatos.
Patrícia Sampaio, especialista em RH, tirou dúvidas de estudantes sobre a escolha da profissão. Veja no vídeo.

Orientação vocacional
A orientação vocacional pode ser uma saída para os estudantes que estão em dúvida. É nessa hora que o jovem pode discutir as opções do mercado de trabalho, os desafios de cada profissão e quais as habilidades que ele tem para se adaptar a uma função.

“Essa necessidade humana de acertar. A gente quer acertar. Então, como a gente tem muitos cursos, é difícil acertar. Para dar aquele chute certinho é difícil”, afirma a estudante Luísa Almeida, de 16 anos.
Com o Enem batendo à porta, Rhuan Braga, de 17 anos, pensa em medicina, em artes cênicas e psicologia: “Você vê seus colegas falando: eu tenho certeza que eu vou pra tal área. Eu tenho certeza que eu vou pra engenharia, eu tenho certeza que eu vou fazer direito, por exemplo. E você se vê: mas eu não tenho tanta certeza. E agora?”.
Muitos estudantes procuram orientação vocacional para tentar descobrir as próprias habilidades. As escolas não têm obrigação de oferecer, mas em algumas universidades essa orientação é de graça.

“Esse processo facilita muito a descoberta das aptidões, habilidades, perfil. Nas dinâmicas que acontecem isso vai direcionar os alunos e vai facilitar muito para que ele tenha uma decisão mais acertada”, explica a psicopedagoga Eveline Franca.

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